Camponeses palestinos enfrentam colonos ilegais e tropas sionistas que atacam a colheita de azeitonas
Camponeses palestinos de Turmus Ayya, ao norte de Ramallah, enfrentaram colonos ilegais sionistas que tentavam impedir a colheita de azeitonas na manhã de 14 de outubro e os obrigaram a recuar para um posto colonial instalado na região. Segundo a agência WAFA , a ação ocorreu durante uma nova rodada de ataques contra trabalhadores da colheita em diferentes localidades da Cisjordânia ocupada.
O posto colonial para o qual os agressores recuaram foi instalado no final do ano passado na planície da cidade. A ocupação abriu uma estrada para ligá-lo à colônia de Shilo, construída em terras de Turmus Ayya, e arrancou mais de duas mil oliveiras.
Em Ya’bad, a sudoeste de Jenin, colonos espancaram camponeses, roubaram as azeitonas e os expulsaram de suas terras. Os moradores haviam sido informados de que poderiam realizar a colheita naquele dia mediante uma coordenação prévia. Mesmo assim, foram impedidos de continuar o trabalho.
A tropa sionista também lançou gás lacrimogêneo contra camponeses de Fandaqumiya, Jaba’ e Silat al-Dhahr, ao sul de Jenin, quando seguiam para os campos. As famílias já haviam sido barradas no dia anterior e orientadas a retornar em 14 de outubro; centenas continuaram sem poder alcançar suas terras nas proximidades da colônia de Tarsala, conforme outro relato da WAFA .
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Colonos judeus “israelenses” ilegais realizaram 71 ataques contra palestinos em toda a Cisjordânia ocupada em uma semana, resultando na morte de um palestino, de acordo com a ONU.
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Máquinas da ocupação destroem lavouras
Em Kafr Malik, a leste de Ramallah, tratores sionistas arrancaram centenas de oliveiras adultas e arrasaram 35 dunams de terras agrícolas — equivalentes a 3,5 hectares — na manhã de 14 de outubro. A destruição ocorreu junto a uma estrada de uso colonial e havia sido determinada por uma ordem militar expedida dez dias antes. Meses atrás, as mesmas máquinas já haviam devastado outros 56 dunams na área, segundo a WAFA .
Na comunidade de Khirbet Yarza, a leste de Tubas, colonos destruíram redes de irrigação e tubulações, além de roubar válvulas e medidores de água dos camponeses. Ao ataque contra a colheita somam-se, assim, medidas que comprometem o cultivo seguinte e a permanência das famílias.
A Comissão de Resistência ao Muro e às Colônias informou em 12 de outubro que havia documentado 136 ataques relacionados à colheita desde o início do mês. Os registros incluem espancamentos, expulsões, tiros, prisões, roubo da produção e de ferramentas e destruição de árvores, conforme o Palestine Chronicle .
Em declaração de 14 de outubro à rádio Voz da Palestina , Amir Dawoud, dirigente da Comissão, denunciou que essas agressões se tornaram uma política colonial organizada para impedir o acesso às terras e deslocar os palestinos. Segundo ele, mais de 110 comunidades beduínas sofreram deslocamento parcial ou completo nos últimos três anos. Dawoud denunciou que o Exército sionista protege os colonos responsáveis pelas agressões.
pôster estudantes pela palestina por visualresistance
pôster impresso em papel couche brilho 250g com arte autoral do visualresistance de tema Palestina e resistência contra a ocupação sionista
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