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Delegado de Barra do Corda é afastado por 90 dias em investigação por corrupção

O delegado Cleosnaldo Brito Sirqueira Júnior, conhecido como Brito Júnior, que atua na Delegacia Regional de Barra do Corda, foi afastado de suas funções por um período de 90 dias. A decisão foi tomada por um juiz em meio a uma investigação que investiga suspeitas de crimes relacionados à administração pública. A medida foi oficializada na quarta-feira, 14 de dezembro, durante a Operação Quíron, que também se estendeu aos municípios de Grajaú e Barra do Corda.

Operação Quíron e seus desdobramentos

A Operação Quíron, coordenada pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (SECCOR), resultou em quatro mandados de busca e apreensão, além de uma prisão em flagrante. Ao todo, cinco pessoas estão sendo investigadas. Além do afastamento do delegado, a ordem judicial também determinou o recolhimento de sua arma de fogo e proibiu qualquer aproximação dele em relação à delegacia e aos demais indiciados.

As investigações foram realizadas tanto na Delegacia Regional de Barra do Corda quanto na residência do delegado. Em Grajaú, as equipes de investigação também realizaram buscas na delegacia local e em um sítio que pertence ao pai de Brito Júnior, onde foram encontradas armas, munições, celulares e computadores, todos apreendidos para análise.

Possíveis crimes investigados

O inquérito investiga possíveis delitos como peculato, concussão, fraude processual, falsidade ideológica e associação criminosa. A apuração foi iniciada pela SECCOR após solicitação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), vinculado ao Ministério Público do Maranhão.

Durante o período em que Brito Júnior estiver afastado, o delegado Eduardo Galvão, que é titular do 1º Distrito Policial de Barra do Corda, assumirá interinamente as funções da Delegacia Regional.

Defesa do delegado

Em resposta à operação, Brito Júnior se manifestou através de um vídeo nas redes sociais, onde afirmou ter confiança na Justiça e na Polícia Civil. Ele negou a presença de qualquer material ilícito em sua posse ou de seus familiares. “Continuo de cabeça erguida, não me envergonharei, porque eu tenho minha reputação ilibada. Não foi encontrado nada de ilícito comigo, nem com minha família. Então, tudo vai ser esclarecido”, declarou.

A Polícia Civil ressaltou que as investigações seguem sob a responsabilidade da SECCOR, com o objetivo de esclarecer os fatos e apurar as responsabilidades. O afastamento do delegado é considerado uma medida cautelar e não implica em condenação ou culpa prévia.

Fonte: Portal difusoranews.com

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