Lula fala sobre maioridade penal e investigações na Globo no segundo turno
Na última quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma entrevista na TV Globo, onde abordou diversos temas, incluindo a redução da maioridade penal e a necessidade de investigações sobre suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Proposta de redução da maioridade penal
Lula manifestou apoio à mudança na maioridade penal, sugerindo que o limite de 16 anos seja aplicado em casos de crimes hediondos. Atualmente, a legislação determina que a responsabilização criminal começa aos 18 anos. Em suas palavras, ele acredita que “a sociedade brasileira inteira é favorável à punição de qualquer crime hediondo”.
Essa posição foi uma resposta a uma emenda proposta pelo senador Camilo Santana (PT), que buscava a redução da maioridade para 14 anos. O presidente defendeu que a discussão sobre a responsabilidade criminal deve ser separada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enfatizando a importância de aprovar primeiro a PEC antes de discutir a maioridade penal.
Cobranças por investigações e ética no Judiciário
Durante a entrevista, Lula também abordou a questão das investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master e os ministros do STF. O presidente ressaltou a importância de que todas as denúncias sejam apuradas, independentemente das posições dos envolvidos, e mencionou já ter conversado com o presidente do STF, Edson Fachin, sobre a necessidade de investigação.
Ele ainda citou ministros como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça e Kássio Nunes Marques, que, segundo ele, estão relacionados a essas discussões. Lula enfatizou que a sociedade brasileira não aceitará que essas suspeitas fiquem sem investigação e que todos devem ser responsabilizados.
Relações comerciais com os Estados Unidos e desafios do governo
No campo econômico, Lula comentou sobre a relação comercial com os Estados Unidos, afirmando que o Brasil poderá adotar medidas de reciprocidade caso não haja avanço nas negociações sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Ele expressou a intenção de continuar dialogando, mas deixou claro que medidas poderão ser necessárias se a situação não melhorar.
Além disso, Lula assumiu a responsabilidade pelas dificuldades enfrentadas por seu governo, mencionando que não atribuirá a culpa a outros por eventuais falhas na comunicação com a população. Ele também comentou sobre a composição do Congresso Nacional e seu esforço em aprovar propostas importantes, destacando a necessidade de alianças políticas.
Por fim, o presidente se posicionou contra a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, insistindo que as facções atuam mais por motivos financeiros do que por ideologias terroristas. A entrevista foi parte da cobertura do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Fonte: Imirante.com
The full article is being collected. Available text is shown for now.