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PF mira 96 postos de gasolina em operação contra lavagem de R$ 100 milhões

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O delegado e ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim, e o ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil do RJ, Márcio Canella.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (5) uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro que usava postos de combustíveis para movimentar recursos ilícitos. A ação, batizada de Operação Posto Limpo, cumpre mandados em três estados e mira um esquema que, segundo as investigações, movimentou valores milionários.

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Ao todo, 96 postos de gasolina são alvo da investigação. A polícia aponta que os estabelecimentos funcionavam como fachada para lavagem de dinheiro de organização criminosa. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça de São Paulo. ## Como funcionava o esquema As investigações indicam que os postos registravam vendas fictícias para justificar a movimentação de dinheiro.

O esquema teria começado em 2021 e envolvia empresas de fachada, segundo os investigadores. O volume de recursos movimentados chega a R$ 100 milhões. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A operação mira um grupo suspeito de lavagem de dinheiro e organização criminosa, com atuação em ao menos cinco estados. ## O que diz a investigação De acordo com a polícia, as transações simuladas serviam para dar aparência de legalidade a valores obtidos com atividades ilícitas.

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O esquema, segundo os investigadores, movimentava os recursos por meio de empresas de fachada e contas de terceiros. Os mandados foram expedidos pela Justiça após análise de relatórios de inteligência financeira. A polícia não descarta novas fases da operação nem a identificação de outros envolvidos.

Ainda segundo a investigação, o grupo atuava de forma organizada e com divisão de tarefas. Parte dos suspeitos respondia pelo contato com clientes, enquanto outros cuidavam da movimentação do dinheiro. ## O que diz a defesa Procurados, os advogados dos investigados não foram localizados até a publicação desta reportagem.

O espaço segue aberto para manifestação. A polícia afirma que as apurações continuam em andamento. Novos mandados podem ser cumpridos nas próximas semanas, conforme o avanço das investigações sobre o esquema. ## Como funcionava o esquema Segundo as investigações, o grupo usava empresas de fachada para emitir notas fiscais frias e dar aparência legal às operações.

Os valores eram pulverizados em várias contas para não chamar a atenção dos sistemas de controle. O esquema teria movimentado R$ 2,3 milhões em um ano. A polícia chegou ao grupo após um alerta do Coaf, que identificou movimentações atípicas ligadas a contas de parentes dos investigados.Leia tambémElefante-marinho de 400 kg reaparece em praia de Maricá após tour pelo RioPM vira réu em ação contra milícia após vídeos com CV circularemPolícia Civil mira milícia de ‘Juninho Varão’ por extorsão em condomínio no RJ

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de São Paulo. Os nomes dos alvos não foram divulgados até a conclusão das diligências. ## O que diz a defesa A defesa dos investigados afirmou que vai acompanhar o caso e que os clientes prestarão esclarecimentos quando forem notificados.

A polícia informou que o inquérito segue em sigilo e que novas fases da operação não estão descartadas. ## Próximos passos A Polícia Civil agora analisa o material apreendido durante as buscas, incluindo documentos e equipamentos eletrônicos.

O resultado deve orientar os próximos passos da investigação, que corre sob sigilo na Justiça.

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