Lula justifica reajuste no Bolsa Família após alegar desconhecimento sobre congelamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (15), que desconhecia a ausência de reajuste no Bolsa Família durante o seu atual mandato. A declaração foi concedida em sabatina realizada pela TV Globo, onde o mandatário explicou os bastidores da decisão de elevar o benefício em 15,04% na reta final da campanha eleitoral de 2026.
Contexto do reajuste e a descoberta da defasagem
Segundo o presidente, a falta de atualização do valor do programa social não era de seu conhecimento prévio. Lula classificou a situação como “inexplicável” e “impensável” dentro de sua gestão, enfatizando que a correção pela inflação deveria ser uma prática padrão para proteger o poder de compra dos beneficiários.
A ausência de reajuste na proposta de Orçamento de 2027, enviada ao Congresso Nacional em 31 de agosto, gerou questionamentos sobre a condução da política social. Ao tomar ciência de que o benefício permaneceria estagnado, o presidente afirmou ter solicitado esclarecimentos à equipe econômica sobre a viabilidade financeira da medida.
Decisão política e espaço fiscal
Diante da constatação de que existia espaço fiscal disponível para a concessão do aumento, Lula determinou a revisão da política de pagamentos. O presidente argumentou que, uma vez identificada a margem orçamentária, a decisão de elevar o valor do auxílio tornou-se imediata para corrigir a defasagem acumulada.
O reajuste de 15,04% foi oficializado em setembro e passou a integrar a folha de pagamentos de outubro de 2026. A base de cálculo utilizada pelo governo considerou a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, conforme os dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Fonte: bahianoticias.com.br
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