Flávio Bolsonaro falta à votação do fim da escala 6×1 no Senado para dançar funk em Porto Alegre; vídeo

Enquanto o Senado votava, na noite desta quarta-feira (14), a PEC que acaba com a escala 6×1 , o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estava em um palanque em Porto Alegre, onde saltava e dançava ao som de versões de funks produzidas para sua campanha.
Flávio registrou voto favorável à proposta de forma remota, mas não compareceu ao plenário . No comício realizado no bairro Sarandi, na capital gaúcha, tampouco mencionou o fim da escala 6×1, justamente um dia depois de protagonizar uma mudança de posição e anunciar que passaria a apoiar a medida.
Até então, o candidato do PL se posicionava contra o fim da escala 6×1 nos moldes discutidos no Congresso e defendia um modelo de jornada flexível negociada diretamente entre empregado e empregador.
A guinada ocorreu na terça-feira (13), após uma visita ao pai, Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
Funk no palanque e silêncio sobre a escala 6×1
Durante o comício em Porto Alegre, Flávio apareceu animado no palco, dando saltos e dançando ao lado de aliados ao som de músicas de campanha inspiradas em funks. Nenhuma menção foi feita à PEC que estava sendo votada naquele mesmo momento pelo Senado.
Em seu discurso, o candidato preferiu destacar a emenda apresentada pelo PL à PEC da Segurança Pública, que prevê a redução da maioridade penal para 16 anos.
“A PEC que o Lula mandou para o Congresso, da segurança pública, era para combater a polícia. E a gente no Congresso já mudou ela. Ela vai ser para proteger os cidadãos ordeiros, as pessoas inocentes”, afirmou.
Estavam no palanque os governadores eleitos Sergio Moro, do Paraná, Jorginho Mello, de Santa Catarina, e Luciano Zucco, do Rio Grande do Sul, todos do PL, além do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Veja vídeos:
https://x.com/poptime/status/2110533230944243830
https://x.com/antoniotabet/status/2110533801420186066
Cavalo de pau
A adesão de Flávio ao fim da escala 6×1 ocorreu apenas na reta final da tramitação. Ao longo das cinco sessões de debate sobre a matéria, todas realizadas em formato semipresencial e com possibilidade de participação à distância, ele não registrou presença. Seu nome apareceu no sistema apenas no momento da votação final.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), uma das principais defensoras da proposta no Congresso, criticou a mudança de postura do candidato.
“A campanha do Flávio Bolsonaro subiu nas tamancas e acredita que já está eleito. E eles acreditam que, sendo eleito, eles poderão, com a maioria que conseguiram construir tanto na Câmara quanto no Senado, revogar qualquer decisão que seja aprovada agora.”
A PEC foi aprovada no Senado por 75 votos favoráveis e apenas um contrário , do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.
Aliados de Flávio, porém, já articulam uma proposta diferente para 2027. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que pretende defender a chamada PEC do “pagamento por hora trabalhada”, modelo em que o trabalhador poderia ter dois dias de folga por semana, mas sem receber pelos dias não trabalhados.
The full article is being collected. Available text is shown for now.