No Dia do Professor, saiba o que faz um docente universitário
Muita gente acha que um professor do magistério superior, comumente chamado de professor universitário, só faz dar aulas. Além do nobre exercício da atividade de ensino, o docente de uma instituição como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) também atua nas áreas de pesquisa, extensão e gestão. Ele ainda participa do planejamento, organização e execução de cursos de curta duração, oficinas, campanhas e eventos.
Atualmente, há mais de 2.600 professores nos quatro campi da UFPB, entre docentes efetivos, substitutos e convidados, em cursos técnicos, de graduação e pós-graduação, presenciais e a distância.
O professor efetivo é aquele que ocupa o cargo permanente de docente, após ser aprovado em concurso público de provas e títulos. Já o professor substituto é um docente contratado de forma temporária para suprir a ausência de um professor efetivo que esteja afastado por licença, para capacitação ou para exercício de cargo administrativo, ou ainda para preencher vagas em aberto até a realização de um concurso público definitivo. Por sua vez, o professor convidado ou visitante é um docente de destaque em sua área de atuação, chamado por uma instituição de ensino para ministrar aulas pontuais, palestras ou conduzir pesquisas específicas por um período determinado.
Na UFPB, os professores lecionam em 127 cursos de graduação, 141 cursos de pós-graduação (especializações, mestrados e doutorados), 40 cursos técnicos, além de 22 residências (especializações na forma de treinamento em serviço). Afora a arte de ensinar, os docentes participam de projetos de pesquisa e extensão, na qualidade de orientadores.
Segundo a Constituição Federal de 1988, o ensino, a pesquisa e a extensão constituem os três pilares fundamentais e indissociáveis da formação universitária brasileira, sendo o ensino o ato de transmitir e construir o conhecimento em sala de aula e em laboratórios; a pesquisa, o ato de investigar, seguindo critérios científicos, para a criação de novos conhecimentos, a inovação e a solução de problemas da sociedade; e a extensão, o ato de aplicar o conhecimento adquirido em benefício direto da comunidade, ou seja, quando a universidade extrapola seus muros e põe em prática todo o saber dentro dela construído na solução de problemas reais da sociedade.
Hoje, a UFPB mantém 1.125 projetos de Iniciação Científica (IC), com 2.310 alunos envolvidos. A IC é uma modalidade de pesquisa acadêmica desenvolvida por estudantes de graduação sob a orientação de um professor pesquisador. Na extensão, são 1.029 ações de que participam 1.533 professores, 4.014 alunos e 528 servidores técnico-administrativos.
Há também a atuação de docentes no Programa de Educação Tutorial (PET) e em projetos de monitoria. São 9 Grupos PET, ou seja, equipes de estudantes de graduação que unem ensino, pesquisa e extensão sob a orientação de um professor tutor, para o desenvolvimento de ações acadêmicas e sociais. E 315 projetos de monitoria, que são iniciativas educacionais em que estudantes com bom desempenho ajudam colegas ou apoiam professores na explicação de conteúdos e atividades práticas.
Os docentes da UFPB ainda podem ocupar cargos de gestão, para administrar recursos humanos, financeiros e materiais. Ao longo da carreira, alguns deles chegam a exercer funções de comando em Coordenações de Curso, Chefias de Departamento, Direções de Centros de Ensino, Superintendências, Pró-Reitorias e Reitoria.
Como se estrutura a carreira de um professor efetivo?
Desde 1º de janeiro de 2025, a estrutura da Carreira do Magistério Superior está organizada da seguinte forma:
Classe A – Professor Assistente (classe de ingresso, com nível único);
Classe B – Professor Adjunto (quatro níveis);
Classe C – Professor Associado (quatro níveis);
Classe D – Professor Titular (última e mais elevada classe, com nível único).
O docente que tiver completado 36 meses de efetivo exercício e for aprovado na avaliação de Estágio Probatório poderá solicitar promoção da Classe A (Assistente) para a Classe B (Adjunto – Nível I), desde que também obtenha aprovação na avaliação de desempenho para fins de promoção.
Para as progressões dentro de uma mesma classe e as promoções entre classes subsequentes, são avaliados os critérios de interstício de 24 meses e aprovação em avaliação de desempenho. Já para a promoção da Classe B (Adjunto, Nível IV) para a Classe C (Associado, Nível I), exige-se, adicionalmente, o título de Doutor.
Feliz Dia do Professor a todos os docentes da UFPB!
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Texto: Marcos Vital
Foto: Pexels
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